terça-feira, 15 de novembro de 2011

Dia 15 de Novembro - Dia do Joalheiro - (Click Aqui)

15 de novembro

Dia do Joalheiro
A partir do segundo milênio a.C., o ser humano começou a explorar o ouro.
Na Antigüidade, o ouro era considerado um sinal de poder e riqueza, utilizado nos negócios e no financiamento de guerras. Raramente era fundido para a confecção de jóias ou objetos valiosos. Essa técnica só começou a ser utilizada na Europa durante a Idade do Ferro. Nessa época, os ourives - artesãos que trabalhavam com o ouro - produziram belos exemplares de jóias e objetos decorativos, que até hoje servem de inspiração aos desenhistas e joalheiros.

Quando as técnicas básicas dos ourives se tornaram mais sofisticadas, surgiu a joalheria. Os mais famosos joalheiros foram os etruscos, que atingiram a perfeição nas técnicas de filigrana e granulação em ouro. Os gregos, durante o período helenístico, se especializaram na arte de modelar figuras humanas para compor brincos, colares e braceletes. Os romanos confeccionaram luxuosas jóias em ouro, enriquecidas com esmeraldas, safiras e pérolas brancas.

No Renascimento, eram confeccionadas peças decoradas com esmalte e pedras preciosas de nível artístico elevado. No período Barroco, as jóias se tornaram um símbolo de status social. As jóias do período Rococó eram mais assimétricas e leves do que as do período anterior. Já no Neoclássico, o desenho das jóias era inspirado nos estilos grego e romano.

No século XIX, valiosas jóias foram criadas para a corte do imperador Napoleão I e serviram de padrão para toda a Europa. Durante o Romantismo, houve o retorno ao modelo das jóias da Antigüidade e do período medieval.
A Revolução Industrial foi marcada pelas inúmeras jóias luxuosas feitas com diamantes, sobretudo na década de 1860, depois da descoberta das minas da África do Sul. O caráter da joalheria foi transformado depois dessa descoberta.

No início do século XX, Cartier e Boucheron, famosos joalheiros franceses, criaram um estilo chamado belle èpoque, inspirado no século XVIII. Quase na mesma época, os joalheiros da corrente art nouveau criaram desenhos inspirados na natureza e executados com marfim e chifres de animais. Esse estilo desapareceu com o início da Primeira Guerra Mundial. Em 1918, surgiu o estilo art decó, com seu traço associado ao cubismo, ao abstracionismo e à arquitetura da Bauhaus.

Depois da Segunda Guerra Mundial, as pessoas começaram a comprar jóias não só para uso próprio, mas também como investimento. Em meados do século XX, novas idéias, novos conceitos e materiais passaram a ser utilizados pelos desenhistas de jóias. Hoje, as pedras sintéticas e o aço estão sendo utilizados em larga escala na joalheria, tornando as jóias mais baratas e acessíveis às pessoas de menor poder aquisitivo.

Referência: Edições Paulinas

Dia 15 DE NOVEMBRO - DIA DO ESPORTE AMADOR - (Click Aqui)

15 DE NOVEMBRO - DIA DO ESPORTE AMADOR




Nesta terça-feira, 15 de novembro, comemora-se também o dia do Esporte Amador. Parabéns aos nossos desporistas, dentre eles muitos anônimos que praticam esporte de toda a natureza não só em Feira de Santana, como no nosso Brasil.
Amador é aquele que pratica qualquer arte ou esporte por prazer. Esta explicação, entretanto, não diz tudo. De acordo com esta definição, qualquer um pode ser amador em qualquer esporte.
De fato, certos esportes e modalidades podem ser exercidos por diferentes pessoas, em diferentes condições físicas. A maioria das atividades, no entanto, requer conhecimentos aprofundados, treinamento rigoroso, adaptação de estilo de vida e muitas vezes, o acompanhamento de um especialista - seja na área médica ou técnica.
Isto significa que paixão não basta na hora de se dedicar a esta ou àquela atividade. É preciso mais, principalmente quando se trata do amadorismo em esportes de aventura ou, ainda, os ditos “radicais”.
Desta maneira, o esporte amador atualmente assume outro sentido. Diferentemente do que é corrente, não é apenas o grupo formado por todos os esportes que não sejam o futebol - esporte que agrega o maior número de patrocinadores.
Refere-se mais à prática sem patrocínio do que, propriamente, à atividade de lazer sem a necessidade de aprofundados conhecimentos.

MENS SANA IN CORPORE SANO
A célebre frase latina mens sana in corpore sano (mente sã em corpo são) ilustra o fato de que o homem sempre sentiu necessidade de exercitar seu corpo para poder alcançar um equilíbrio psíquico completo.
Em geral se consideram esportes as atividades de recreio ou competitivas que exigem certa dose de esforço físico ou de habilidade. Podem ser individuais ou coletivos. No passado só eram considerados esportes as atividades recreativas praticadas livremente, como a pesca e a caça, em contraposição aos jogos, competições atléticas organizadas de acordo com regras determinadas. A distinção entre esportes e jogos hoje é menos clara, e com freqüência os dois termos são usados de forma indistinta.
Desde o início, o objetivo principal do esporte foi a conservação ou o incremento de atributos físicos como a agilidade ou a força. O esporte ajuda também a fomentar certas qualidades espirituais como a coragem, a disciplina e a constância. Não obstante, fica patente também que a finalidade concreta de toda atividade desportiva organizada está em conseguir recordes -- os melhores resultados possíveis na prática de algum esporte -- ou em derrotar um oponente; daí a organização dos campeonatos ou desafios desportivos, que se realizam a intervalos determinados.
Todo esporte pressupõe um fator de competitividade, que induz o desportista a lutar e a se esforçar por vencer uma série de dificuldades frente a um adversário. Normalmente o adversário é um outro desportista, mas nem sempre é assim, já que às vezes o objeto da luta é vencer a própria natureza ou enfrentar a sorte.
História. Todos os esportes implicam uma atividade física, e pode-se supor que derivaram de habilidades básicas para a caça. Como formas de interação social, exibição de força física e divertimento, os esportes surgiram com as civilizações. Culturas antigas como a egípcia e a chinesa já conheciam alguns esportes, mas essas atividades alcançaram seu desenvolvimento máximo na Grécia.
Antigüidade clássica. Dentre todos os jogos que se celebravam na Grécia, os mais famosos eram os Jogos Olímpicos - que tinham lugar em Olímpia, em honra de Zeus. Realizados a intervalos de quatro anos, ocupavam um lugar tão importante na vida do país, que o tempo era medido pelo intervalo entre eles. Disputavam-se luta, corridas a pé, salto em distância, lançamento de disco e de dardo. Não se permitiam a presença de mulheres, nem mesmo como espectadoras. Os vencedores recebiam como prêmio apenas uma coroa de louros e eram tidos como heróis.
Um fator que influiu decisivamente na história do esporte foi a bola. Egípcios, gregos, persas, romanos e índios americanos estavam familiarizados com ela. As primeiras bolas utilizadas eram simples bexigas cheias de ar. Quando se aperfeiçoaram as técnicas de trabalho em couro, foi possível fazer bolas de vários tamanhos e formas. Logo se descobriu como lançá-las mais longe e com maior força, por meio de paus ou bastões.
A Grécia foi dominada por Roma em meados do século II a.C. e os Jogos Olímpicos logo perderam importância, até serem proibidos pelo imperador Teodósio em 393 da era cristã. Os romanos apreciavam jogos, mas as disputas atléticas ocupavam lugar secundário. O público preferia a exibição de violência, em especial a luta, e os jogos e competições tinham caráter marcadamente militar. A principal diferença entre a atitude grega e a romana era que os gregos organizavam seus jogos para os atletas; os romanos para o público. Para os primeiros, eram antes de tudo uma competição; para os segundos, entretenimento.
Da Idade Média até o século XIX. Após a queda do Império Romano, as práticas desportivas sofreram enorme decadência. Durante a Idade Média verificou-se uma acentuada diferenciação entre as atividades das classes altas e baixas. Enquanto os nobres se dedicavam a desenvolver suas aptidões guerreiras em torneios e combates, além de praticar a equitação e a caça, o povo tinha grande apego aos jogos de bola.
No Renascimento continuaram a ser cultivadas as mesmas atividades desportivas. Não obstante, houve um abrandamento na violência dos torneios, em consonância com as novas concepções humanistas.
Mundo moderno. O esporte como tal renasceu na Europa no século XIX. A crescente aglomeração populacional nas cidades propiciou o interesse pelas atividades físicas, e a existência de uma população estável possibilitou a formação de equipes e a organização de competições segundo regras determinadas, regidas por órgãos locais ou nacionais (federações, comissões).
Além disso, surgiram novos esportes, uns motivados pelo desejo de contato com a natureza -- esqui, montanhismo --, outros pela invenção de veículos como a bicicleta e o automóvel. O progresso das comunicações, fosse por ferrovias, rodovias ou vias aéreas, favoreceu também as associações desportivas no plano nacional e internacional.
O renascimento dos Jogos Olímpicos, em 1896, deu grande impulso às competições internacionais. Seu artífice foi um francês, o barão Pierre de Coubertin, que os concebeu com caráter amadorístico e formulou a célebre máxima "o importante não é vencer, mas competir". Para promover os Jogos Olímpicos criou-se um Comitê Olímpico Internacional, ao qual caberia ainda garantir que os Jogos continuassem norteados pelo espírito que inspirou seu renascimento e incentivar o desenvolvimento do esporte. Além disso, cada país que desejasse participar dos Jogos Olímpicos deveria ter um comitê olímpico nacional independente e autônomo, voltado para o desenvolvimento e a promoção do movimento olímpico e do esporte amador nesse país.
Profissionalismo. O esporte olímpico tem-se caracterizado tradicionalmente por uma suposta ausência de interesses materiais, o que deu origem ao problema do profissionalismo. Sempre se distinguiu entre o esporte amador e o profissional. O esportista amador, em uma definição esquemática, é o que compete unicamente por amor ao esporte, enquanto o profissional o faz por dinheiro. O problema dessas definições está em que, quando se pretende alcançar um alto nível de competitividade fica difícil combinar a prática desportiva com outra atividade, e isso tem contribuído para que cresça cada vez mais o número de desportistas profissionais. Os profissionais, antes barrados de um modo ou de outro nas competições olímpicas, passaram a ser aceitos praticamente sem restrições nos Jogos de 1992, em Barcelona.
A polêmica acerca da profissionalização no esporte baseia-se com freqüência na suposição de que o único objetivo do desportista profissional é o econômico, pressuposto que não se aplica a outras esferas. Assim, por exemplo, são muitas as pessoas que praticam a música por amadorismo; no entanto, considera-se perfeitamente lógico que alguém decida tornar-se músico profissional, o que não implica desprezar a música, mas, antes, poder dedicar-se em tempo integral. O debate sobre a profissionalização, portanto, decorre menos de uma questão ética quanto de uma dificuldade prática em estabelecer distinção clara entre o campo profissional e o amador.
De: Cláudio Boa Ventura

Dia 15 DE NOVEMBRO Dia da Proclamação da República - (Click Aqui)

15 DE NOVEMBRO

DIA DA PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA



Não houve um só tiro que pudesse revelar que se tratava de um golpe e não de um desfile. Se disparos ecoassem (de fato, houve dois, mas ninguém os escutou), talvez aqueles 600 soldados percebessem que não estavam ali para participar de uma manobra, mas para derrubar um regime.
Na verdade, vários militares, ali presentes, sabiam que estavam participando de uma quartelada. Mesmo os que pensavam assim achavam que quem estava caindo era o primeiro-ministro de Ouro Preto. Jamais o Imperador D. Pedro II - muito menos a monarquia que ele representava.
Não é de se estranhar a ignorância dos soldados do 1° e do 3° Regimento de Cavalaria e do 9° Batalhão. Afinal, até poucas horas antes, o próprio líder do golpe estava indeciso. Mais: estava doente, de cama, e só chegou ao Campo de Santana quando os canhões já apontavam para o quartel. Talvez ele não tenha dado o "Viva o Imperador!" que alguns juraram ouvi-lo gritar. Mas com certeza, impediu que pelo menos um cadete berrasse o "Viva a República!", que supostamente estava entalado em muitas gargantas.
A cena foi bem estranha. Montado em seu belo cavalo, o Marechal Deodoro da Fonseca desfilou longa lista de queixas, pessoais e corporativas, contra o governo - o governo do Ministro Ouro Preto, não o do Imperador. O Imperador - isso ele fez questão de deixar claro - era seu amigo: - Devo-lhe favores. Mas o Exército fora maltratado.
Por isso, derrubava-se o Ministério. Difícil imaginar que Deodoro estivesse dando um golpe, anda mais golpe republicano - ele era monarquista. Ao seu lado estava o tenente-coronel Benjamin Constant, militar que odiava andar fardado, não gostava de armas e tiros e, até cinco anos antes, também falava mal da República.
Ambos, Deodoro e Constant, contavam agora com o apoio de republicanos civis. Mas não havia sinal de "paisanos" por perto - esses apenas tinham incentivado a aventura golpista dos dois militares (por coincidência ou não, dois militares ressentidos). O fato é que naquela mesma hora, o Ministro Ouro Preto foi preso e o gabinete derrubado. Mas ninguém teve coragem de falar em República.
Só à noite, quando golpistas civis e militares se reuniram, foi que proclamaram - em silêncio e provisoriamente - uma República Federativa. "Provisoriamente", porque se aguardaria o pronunciamento definitivo da Nação, livremente expressado pelo sufrágio popular.
E o povo a todas essas?
Bem, o povo assistiu a tudo bestializado, atônito, surpreso, sem conhecer o que significava, disse Aristides Lobo. Embora Lobo fosse republicano convicto e membro do primeiro Ministério, seu depoimento tem sido contestado por certos historiadores (que citam as revoltas populares ocorridas na época).
De qualquer forma, o segundo reinado, que começara com um golpe branco, terminava agora com um golpe esmaecido. A monarquia, no Brasil, não caiu com um estrondo, mas com um suspiro. E o plebiscito para referendar a República foi convocado em 1993 - com 104 anos de atraso. O Império já havia terminado.
DOCUMENTOS HISTÓRICOS DA PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA DO BRASIL
A proclamação da República foi marcada por dois documentos que possuem tons diferentes: A Proclamação ao Povo Brasileiro, que instaura o novo regime, busca tranqüilizar a população, manter a legitimidade dos funcionários do Estado até novas mudanças, e garantir o cumprimento dos compromissos financeiros com outros países e o Decreto Nº 1, que mostra sua face impositiva, "decretando" a validade do regime em todas as províncias e afirmando a intenção do Governo Provisório em intervir em caso de oposição.
A leitura de ambos oferece um rico exercício comparativo.

PROCLAMAÇÃO DOS MEMBROS DO GOVERNO PROVISÓRIO
Concidadãos!
O Povo, o Exército e a Armada Nacional, em perfeita comunhão de sentimentos com os nossos concidadãos residentes nas províncias, acabam de decretar a deposição da dinastia imperial e conseqüentemente a extinção do sistema monárquico representativo.
Como resultado imediato desta revolução nacional, de caráter essencialmente patriótico, acaba de ser instituído um Governo Provisório, cuja principal missão é garantir com a ordem pública a liberdade e o direito do cidadão.
Para comporem este Governo, enquanto a Nação Soberana, pelos seus órgãos competentes, não proceder à escolha do Governo definitivo, foram nomeados pelo Chefe do Poder Executivo os cidadãos abaixo assinados.

Concidadãos!
O Governo Provisório, simples agente temporário da soberania nacional, é o Governo da paz, da fraternidade e da ordem.
No uso das atribuições e faculdades extraordinárias de que se acha investido, para a defesa da integridade da Pátria e da ordem publica, o Governo Provisório, por todos os meios ao seu alcance, promete e garante a todos os habitantes do Brasil, nacionais e estrangeiros, a segurança da vida e da propriedade, o respeito aos direitos individuais e políticos, salvas, quanto a estes, as limitações exigidas pelo bem da Pátria e pela legítima defesa do Governo proclamado pelo Povo, pelo Exército e pela Armada Nacional.

Concidadãos!
As funções da justiça ordinária, bem como as funções da administração civil e militar, continuarão a ser exercidas pelos órgãos até aqui existentes, com relação às pessoas, respeitadas as vantagens e os direitos adquiridos por cada funcionário.
Fica, porém, abolida, desde já, a vitaliciedade do Senado e bem assim o Conselho do Estado.
Fica dissolvida a Câmara dos Deputados.

Concidadãos!
O Governo Provisório reconhece e acata os compromissos nacionais contraídos durante o regime anterior, os tratados subsistentes com as potências estrangeiras, a dívida pública externa e interna, contratos vigentes e mais obrigações legalmente estatuídas.
Marechal Manoel Deodoro da Fonseca, Chefe do Governo Provisório.
Aristides da Silveira Lobo, Ministro do Interior.
Tenente-coronel Benjamin Constant Botelho de Magalhães, Ministro da Guerra
Chefe de Esquadra, Eduardo Wandenkolk, Ministro da Marinha.
Quintino Bocaiúva, Ministro das Relações Exteriores e interinamente da Agricultura, Comércio e Obras

DECRETO Nº 1
O Governo Provisório da República dos Estados Unidos do Brasil decreta:
Art. 1o - Fica proclamada provisoriamente e decretada como a forma de governo da nação brasileira a República Federativa.
Art. 2o - As províncias do Brasil, reunidas pelo laço da federação, ficam constituindo os Estados Unidos do Brasil.
Art. 3o - Cada um desses Estados, no exercício de sua legítima soberania, decretará oportunamente a sua Constituição definitiva, elegendo os seus corpos deliberantes e os seus governos locais.
Art. 4o - Enquanto, pelos meios regulares, não se proceder à eleição do Congresso Constituinte do Brasil e bem assim à reeleição das legislaturas de cada um dos Estados, será regida a nação brasileira pelo Governo Provisório da República; e os novos Estados pelos Governos que hajam proclamado ou, na falta destes, por governadores delegados do Governo Provisório.
Art. 5o - Os governos dos Estados federados adotarão com urgência todas as providências necessárias para a manutenção da ordem e da segurança pública, defesa e garantia da liberdade e dos direitos dos cidadãos, quer nacionais, quer estrangeiros.
Art. 6o - Em qualquer dos Estados, onde a ordem pública for perturbada e onde faltem ao governo local meios eficazes para reprimir as desordens e assegurar a paz e tranqüilidade públicas, efetuará o Governo Provisório a intervenção necessária para, com o apoio da força pública, assegurar o livre exercício dos direitos dos cidadãos e a livre ação das autoridades constituídas.
Art. 7o - Sendo a República Federativa Brasileira a forma de governo proclamada, o Governo Provisório não reconhece nem reconhecerá nenhum governo local contrário à forma republicana, aguardando, como lhe cumpre, o pronunciamento definitivo do voto da nação livremente expressado pelo sufrágio popular.
Art. 8o - A força pública regular, representada pelas três armas do Exército e pela Armada nacional onde existam guarnições ou contingentes nas diversas províncias, continuará subordinada exclusivamente dependente do Governo Provisório da República, podendo os governos locais, pelos meios ao seu alcance, decretar a organização de uma guarda cívica destinada ao policiamento do território de cada um dos novos Estados.
Art. 9o - Ficam igualmente subordinadas ao Governo Provisório da República todas as repartições civis e militares até aqui subordinadas ao governo central da nação brasileira.
Art. 10 - O território do Município Neutro fica provisoriamente a administração imediata do Governo Provisório da República e a cidade do Rio de Janeiro constituída, também, provisoriamente, sede do poder federal.
Art. 11- Ficam encarregados da execução deste decreto, na parte que a cada um pertença, os secretários de Estado das diversas repartições ou ministérios do atual Governo provisório.
Sala das sessões do Governo Provisório, 15 de novembro de 1889, 1o da República.
(Ass.) Marechal Manuel Deodoro da Fonseca, chefe do Governo Provisório; S. Lobo; Rui Barbosa; Q. Bocaiúva; Benjamin Constant; Wandenkolk Corrêa
(Pesquisa em vários sites)

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HINO DA PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA
Letra: Medeiros e Albuquerque
Música: Leopoldo Augusto Miguez

Seja um pálio de luz desdobrado.
Sob a larga amplidão destes céus
Este canto rebel que o passado
Vem remir dos mais torpes labéus!
Seja um hino de glória que fale
De esperança, de um novo porvir!
Com visões de triunfos embale
Quem por ele lutando surgir!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!

Nós nem cremos que escravos outrora
Tenha havido em tão nobre País...
Hoje o rubro lampejo da aurora
Acha irmãos, não tiranos hostis.
Somos todos iguais! Ao futuro
Saberemos, unidos, levar
Nosso augusto estandarte que, puro,
Brilha, avante, da Pátria no altar!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!

Se é mister que de peitos valentes
Haja sangue em o nosso pendão,
Sangue vivo do herói Tiradentes
Batizou este audaz pavilhão!
Mensageiros de paz, paz queremos,
É de amor nossa força e poder
Mas da guerra nos transes supremos
Heis de ver-nos lutar e vencer!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!

Do Ipiranga é preciso que o brado
Seja um grito soberbo de fé!
O Brasil já surgiu libertado,
Sobre as púrpuras régias de pé.
Eia, pois, brasileiros avante!
Verdes louros colhamos louçãos!
Seja o nosso País triunfante,
Livre terra de livres irmãos!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!
        De: Velhos Amigos o Site da Maturidade                         

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Dia 14/11 - Dia Nacional do Diabetes - (Click Aqui)

Circulo_dfDia 14/11 -  Dia Nacional do Diabetes

O Dia Nacional do Diabetes não é dia 27 de junho. Como tem acontecido nos últimos anos, a redação do site da SBD recebeu e-mails com dúvidas sobre a data correta. Na verdade, desde 1997, a data foi  ao Dia Mundial do Diabetes: 14 de novembro, que continuará, este ano, com os mesmos temas. O diabetes em crianças e adolescentes.

A campanha global foi lançada, em 1991, pela Internationtal Diabetes Federation (IDF), junto com a Organização Mundial de Saúde (OMS), como uma resposta ao alarmante aumento do diabetes em todo o mundo. As Nações Unidas reconheceram a data, em 2006, através de uma resolução.

Participam da campanha mais de 200 associações ligadas à IDF, em mais de 160 países; membros das Nações Unidas; empresas; profissionais de saúde; e pessoas com diabetes e seus familiares.

Segundo a IDF, o diabetes é uma das doenças crônicas mais comuns na infância. A DM1 está crescendo 3% ao ano em crianças e adolescentes, e 5% ao ano, nos que estão em idade pré-escolar.

A estimativa divulgada pela IDF é que 70 mil jovens, com menos de 15 anos, desenvolvam o diabetes tipo 1 anualmente. Isso significa cerca de 200 crianças por dia. Hoje, o número estimado com crianças vivendo com DM1 é de 440 milhões. Já o diabetes tipo 2, embora seja mais comum nos adultos, cresce entre crianças e adolescentes.

O dia 14 de novembro marca também o aniversário de Frederick Banting que, juntamente com Charles Best, concebeu a idéia que levou à descoberta da insulina em 1922.

Entre as atividades realizadas mundialmente a cada ano estão:
  • Programas de rádio e televisão
  • Eventos esportivos
  • Exames gratuitos a população
  • Encontros voltados para difusão de informações
  • Workshops e exposições
  • Conferências
  • Eventos para crianças e adolescentes
  • Iluminação de monumentos (iniciada em 2007)
  • Caminhadas
  • Corridas
  • Publicação de artigos em revistas e jornais

Dia 14/11 - Dia Nacional da Alfabetização - (Click Aqui)

Segundo a Constituição Brasileira, no artigo 205:
“A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.”
Não há desenvolvimento econômico e social sem educação: pesquisas mostram que a alfabetização constitui motor para a expansão econômica.
Existem diversos métodos para alfabetizar crianças, jovens e adultos. No Brasil, os mais utilizados são o método global e métodos tradicionais, como o alfabético-silábico e o fônico. Por outro lado, muitos alfabetizadores brasileiros, das redes pública ou privada, preferem a teoria do construtivismo como base para a alfabetização. Qual o melhor caminho para ensinar a ler e escrever?
Escolher um ou outro é uma opção cujo grau de dificuldade aumenta principalmente quando se depara com a enorme diversidade socioeconômica e cultural de um país como o Brasil.
Com as constantes mudanças na sociedade, com o fenômeno da globalização, das tecnologias da informação e da comunicação, os currículos escolares necessitam de revisão e atualização para refletirem as necessidades reais dos estudantes, de forma a viabilizar um aprendizado adequado a cada realidade.

Ed. Moderna – Quando podemos concluir que a criança está alfabetizada?
José De Nicola - Num conceito mais contemporâneo, podemos afirmar que o processo de alfabetização se inicia quando abrimos os olhos e vemos a luz pela primeira vez e se finda quando fechamos os olhos pela última vez. Seria necessário discutir as várias ‘alfabetizações’, que vão muito além da apropriação da escrita. Da mesma forma, teríamos de discutir os vários analfabetismos (por exemplo, o analfabetismo funcional).
Ed. Moderna – Como levar o estudante a ler e a produzir, com autonomia e proficiência, os diversos gêneros textuais?
José De Nicola -Na interação social, a leitura e a produção de textos estão intimamente ligadas num círculo vicioso: o texto é produzido para a leitura; a leitura é base fundamental para a produção de textos. Em ambos os casos temos práticas sociais, em que a construção de sentidos é a mediadora. Dessa forma, podemos afirmar que a produção de textos é o ponto de partida, e a leitura, de chegada: escrevemos/falamos para sermos lidos/ouvidos. Mas, ao mesmo tempo, a leitura é também ponto de partida, e a produção de textos, de chegada: lemos/ouvimos para refletir sobre o outro, sobre o mundo, e nos expressarmos escrevendo/falando.
A leitura, por um lado, é o ponto de chegada quando concretiza o processo comunicativo, atribuindo significados a um texto produzido. Por outro, é o ponto de partida para a produção de textos, pois por meio dela entramos em contato com os textos e, conseqüentemente, com variedade de conteúdos (culturas, áreas de conhecimento, informações em geral), variedade de gêneros textuais, variedade de registros e modalidades da língua.
O trabalho de produção e o de leitura de textos deve ser concomitante, apenas por momentos dissociados artificialmente por conta de uma apresentação mais didática. Tanto na formação do produtor de textos como na do leitor, devem ser trabalhados alguns pressupostos, com destaque para as noções de interlocutor, adequação, gêneros e tipos textuais.
Ed. Moderna – Os professores estão se preparando para a revolução digital da informação? Qual a sua opinião? Os currículos das escolas do Brasil estão atendendo às competências necessárias para que o estudante seja capaz de produzir e ler diferentes tipos de textos adequados a diferentes situações?
R: Num país com dimensões continentais e desigualdades gritantes, uma resposta única, homogênea, é sempre muito perigosa.
Ed. Moderna – Qual o papel do professor diante do panorama da globalização e do letramento digital, com todas as mudanças pelas quais a sociedade está passando?
José De Nicola - Há, na vida de todo educador, uma pergunta que julgamos vital: o que queremos que nosso aluno domine, que competências e habilidades queremos trabalhar? Logo seguida de outra, não menos importante: o que faremos e como faremos para que nosso aluno atinja este objetivo? Só a partir dessas respostas podemos definir conteúdos e estratégias.
Acreditamos que, no caso específico das aulas de Português (não estou me referindo às eventuais aulas de Informática, que têm por objetivo inserir o aluno no mundo tecnológico), todo professor se daria por feliz e realizado se seus alunos, ao concluírem o curso, fossem leitores/ouvintes atentos e competentes produtores de texto (tanto na modalidade oral como na escrita).
Por leitor/ouvinte atento entendemos aquele aluno capaz de estabelecer diálogos entre textos, perceber as diferentes relações sintáticas e semânticas (de causa e efeito, de oposição, de concessão, de condição etc.) e a natureza do texto (irônico, metafórico, satírico, filosófico etc.).
Por competente produtor de texto entendemos aquele aluno capaz de elaborar um texto adequado às mais diversas situações da vida cotidiana: uma carta, um relatório, uma exposição – oral ou escrita – de idéias etc. (sem confundir essas situações práticas com a produção de um texto literário).
Em outras palavras, é fundamental trabalhar dois eixos: a idéia e a expressão.
Trabalhar a idéia é levar o aluno a pensar o mundo, a posicionar-se diante dele e a assumir sua capacidade de transformá-lo. Para tanto, é preciso que ele faça uma “leitura de mundo”. E qual é o método mais eficaz para trabalhar leitura de mundo? Lendo, lendo, lendo; refletindo, discutindo, formulando hipóteses. Percebendo, em cada texto, a visão de mundo de seu autor. Ler muitos textos é acumular várias experiências, várias vivências. Só assim conseguimos formar nossa própria leitura de mundo. “Lemos para fazer perguntas”, já nos ensinava Franz Kafka.
Trabalhar a expressão é levar o aluno a perceber que a gramática sustenta o texto, organiza-o. É, também, levá-lo a perceber os diferentes recursos expressivos: a denotação e a conotação, as funções da linguagem, a sonoridade das palavras, a linguagem figurada etc.
Com esse trabalho, entendemos que se pode afastar, o quanto possível, o acaso (ou a desorganização, ou o trabalho não centrado num interesse específico de dizer algo) da produção de textos e introduzir a possibilidade de escolha (dos recursos significativos, da organização textual, do tipo de texto).
O que vai dito acima vale para um mundo globalizado, para um mundo “desglobalizado”, para um mundo tecnológico, digitalizado, com palavras que brilham numa tela de computador, para um mundo centrado no velho e tradicional papel (ou papiro) em que palavras são registradas a tinta. O desafio é formar um aluno que pense o objeto de conhecimento, em qualquer um dos mundos.

José de Nicola

14 de Novembro - DIA DOS BANDEIRANTES - (Click Aqui)

14 de Novembro -  DIA DOS BANDEIRANTES

O movimento dos bandeirantes, ou simplesmente bandeiras, foi um movimento iniciado em meados do século XVII. Os bandeirantes foram, praticamente, os desbravadores do Brasil. Bartolomeu Bueno da Silva, Antônio Raposo Tavares, Manuel de Borba Gato e Fernão Dias Pais são alguns dos mais famosos bandeirantes.
Dia do Bandeirante
Diferentes tipos de Bandeirantes
No início do movimento, os bandeirantes adentravam o país em busca de índios para serem escravizados. Depois que a escravidão de índios deixou de ser usual, ele passaram a procurar no interior do país metais preciosos. Foi aí que o ouro foi descoberto em Cuiabá e também em Minas Gerais.
Goiás também teve suas cidades mineradoras como a antiga Vila Boa – atual Cidade de Goiás – e Pirenópolis. Os bandeirantes também capturavam escravos fugitivos que se embrenhavam dentro de matas para formar quilombos. O Quilombo dos Palmares, por exemplo, foi destruído por um grupo de bandeirantes.
Durante suas aventuras no território brasileiro, os mantimentos dos bandeirantes muitas vezes acabavam. Assim, eles eram obrigados a montar acampamentos para plantar e fazer reposição do estoque de mantimentos. Esses acampamentos davam origem a pequenos arraiais. Os arraiais formados por causa da mineração, muitas vezes desapareciam junto com a prospecção ou então davam origem a municípios.
As descobertas de ouro e pedras preciosas no Brasil tornaram-se as mais importantes do Novo Mundo colonial. A corrida por minerais preciosos resultava na falta de gente para plantar e colher nas fazendas. Calcula-se que, ao longo de cem anos, foram garimpados dois milhões de quilos de ouro no país, e cerca de 2,4 milhões de quilates de diamante foram extraídos das rochas. Pelo menos 615 toneladas de ouro chegaram a Portugal até 1822.
Toda essa fortuna não foi reinvestida no Brasil, nem em Portugal: passou para a Inglaterra, que vinha colhendo os frutos de sua Revolução Industrial.

Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhangüera

Foi o pioneiro na exploração dos sertões de Goiás. Seu filho de apenas 12 anos, também chamado Bartolomeu Bueno, participou de sua primeira expedição, em 1682. O Anhangüera ficou conhecido assim porque colocou fogo em aguardente e disse aos índios Goiases que era água. Os índios passaram a chamá-lo a partir de então de Anhangüera, que significa “Diabo Velho”.

Antônio Raposo Tavares

Ele apreendeu cerca de dez mil índios para vender como escravos ou para trabalhar em sua fazenda. Raposo Tavares (1598-1658), atravessou pela primeira vez a Floresta Amazônica.

Fernão Dias Pais

Conhecido como “caçador de esmeraldas”, ganhou do governador-geral do Brasil, Afonso Furtado, o direito de liderar uma expedição em busca de pedras preciosas, isso entre 1674 a 1681. Apesar disso, nunca encontrou esmeraldas. Ele mandou enforcar o próprio filho, José Dias Pais, que liderou uma revolta.

Manuel da Borba Gato

Genro de Fernão Dias, foi acusado de um assassinato e fugiu para a região do Rio Doce, em Sabará (MG). Descobriu ouro em Sabarabuçu e no Rio das Velhas. Ele também participou da Guerra dos Emboabas, entre 1708 e 1709.
Fonte: www.ufg.br
Dia do Bandeirante

14 de Novembro

O movimento dos bandeirantes, ou simplesmente bandeiras, foi um movimento iniciado em meados do século XVII. Os bandeirantes foram, praticamente, os desbravadores do Brasil. Bartolomeu Bueno da Silva, Antônio Raposo Tavares, Manuel de Borba Gato e Fernão Dias Pais são alguns dos mais famosos bandeirantes.
Dia do Bandeirante
No início do movimento, os bandeirantes adentravam o país em busca de índios para serem escravizados.
Depois que a escravidão de índios deixou de ser usual, ele passaram a procurar no interior do país metais preciosos. Foi aí que o ouro foi descoberto em Cuiabá e também em Minas Gerais. Goiás também teve suas cidades mineradoras como a antiga Vila Boa – atual Cidade de Goiás – e Pirenópolis.
Os bandeirantes também capturavam escravos fugitivos que se embrenhavam dentro de matas para formar quilombos. O Quilombo dos Palmares, por exemplo, foi destruído por um grupo de bandeirantes.
Fonte: www.cidadaopg.sp.gov.br

Dia 14/11 - Dia do Rio Paraguai - (Click Aqui)

14.11. DIA DO RIO PARAGUAI.

Este é um rio sem igual

que corta o nosso Pantanal.

Grande fonte de alimento

que nos serve de complemento.

Em termos de navegação

é importante pra região.

O escoamento tem garantia

para a nossa economia.

Num projeto de Gilney Viana,

ao Paraguai se irmana

para esse dia lhe consagrar.

É justa essa homenagem,

e exorto nessa mensagem

para juntos comemorar.